Renda fixa baixa, home office e Selic de 2%: cresce a procura por imóveis de alto padrão

Os imóveis voltaram a ser uma alternativa de investimento diante de um cenário de lenta recuperação, especialmente os imóveis de alto padrão. Os reflexos provocados pela pandemia, acabaram por produzir um efeito de queda na taxa básica de juros e pouca rentabilidade na renda fixa.

O que se vê agora é uma forte expansão no mercado de imóveis de alto padrão, mesmo com os indicadores econômicos no caminho contrário.

Especialistas e consultores financeiros explicam que quando outros ativos apresentam volatilidade, o valor dos imóveis é pouco afetado.

O mercado imobiliário torna-se um negócio vantajoso para quem não quer arriscar na Bolsa ou em fundos de renda variável.

Quem procura diversificar a carteira ou conservar o patrimônio, pode estar diante de uma alternativa de investimento interessante. Tanto para quem aposta em uma maior valorização ou quem quer comprar para locação.

Entenda um pouco mais no artigo de hoje.

Quais fatores influenciaram a retomada das vendas de imóveis de médio e alto padrão?

A queda dos juros, combinados com a diminuição de atratividade da renda fixa, fez com que a compra de imóveis surgisse como alternativa de investimento rentável. Em agosto de 2020 a taxa Selic ficou em 2% a.a.

O mercado imobiliário vinha apresentando bons resultados até março/20, mas com a chegada da pandemia as vendas caíram. Porém, em julho/20 o resultado foi surpreendente e apresentou uma rápida recuperação do setor.

Segundo um levantamento feito pelo Sindicato da Habitação (SECOVI-SP), julho teve um total de 4.341 unidades vendidas na capital paulista, as quais 58% foram de médio e alto padrão.

Além disso, o trabalho home office trouxe novas demandas de infraestrutura e espaços residenciais. Exigindo ambientes maiores e com melhores acomodações, principalmente para cargos executivos ou de diretoria.

Em conjunto, esses fatores impulsionaram o investimento em imóveis de médio e alto valor.

Juros baixos, mais acesso ao financiamento

A queda dos juros também favoreceu o crédito imobiliário. Isso, por se tratar de um crédito de longo prazo.

O que ocorreu foi que os bancos deixaram escapar a oportunidade de comprar títulos públicos com a queda histórica dos juros. Nesse sentido, depois de perderem os investimentos pós-fixados, restou a oferta de crédito de longo prazo.

O benefício para o mercado de imóveis é evidente, pois o crédito imobiliário é reconhecido como o crédito mais longo. Assim, resulta que os bancos estão emprestando mais para a compra de imóveis.

Isso impacta o mercado na compra da casa própria, quanto na obtenção de um imóvel para geração de renda. Algo que tem beneficiado muito o setor imobiliário, principalmente os imóveis de alto.

Home office: procura por mais conforto

Um efeito colateral da pandemia, especialmente positivo para o mercado imobiliário, foi a mudança na relação trabalho-escritório. Afinal, conforme mais pessoas ficavam em casa por conta da covid-19, mais crescia o uso do home office como alternativa.

O que surgiu como ”saída emergencial” acabou transformado as perspectivas sobre a forma como trabalhamos. Com o home office, muitos perceberam que boa parte das atividades do escritório podem ser feitas em casa.

Essa nova demanda se mostrou um forte impulso para o mercado de imóveis de alto padrão. Isso porque cada vez mais consumidores se mostram interessados em lugares que sirvam tanto para morar quanto para trabalhar.

O home office colocou em cena a possibilidade de trabalhar com melhor bem-estar e sem os deslocamentos exaustivos. Permitindo uma saída ao desejo de fugir da rotina estressante das metrópoles.

Falta de opções de investimento com baixo risco

A conjuntura atual também marca uma reviravolta no que diz respeito aos investimentos. Afinal, antes da queda dos juros, era considerado um negócio pouco promissor ser proprietário de algum imóvel. Com a crise, apostas na bolsa passaram a ser mais arriscadas e o investimento imobiliário se mostrou como alternativa.

A queda dos juros ajudou, mas não foi o principal fator. O fiel da balança foi que a renda fixa sofreu uma queda considerável com a situação econômica decorrente da pandemia.

É um fator que levou o investimento imobiliário a ser uma aposta segura em meio a um cenário de incertezas. Não foi o mercado de imóveis que mudou, mas sim a aplicação da renda fixa que não é mais atrativa.

Portanto, com a baixa atratividade da renda fixa e risco em aplicações de renda variável, a aplicação em imóveis, em especial os de alto padrão, é preferível em investimentos que envolvem menores riscos.

Conclusão

O reaquecimento no setor de imóveis está diretamente ligado à baixa dos juros e maior oferta de crédito imobiliário. Mostra-se como uma alternativa mais segura e com perspectivas de crescimento.

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